A maioria de nós, brasileiros, certamente conhece um dos chocolates mais populares no Brasil, fabricado pela Lacta: o diamante negro. O que a maioria talvez não saiba é sobre a origem de seu nome, inspirado no apelido dado pelo jornalista francês Raymondo Thourmagem a Leônidas da Silva. Impressionado com a destreza do jogador negro do São Paulo Futebol Clube, esse jornalista já o havia apelidado de homem-borracha por causa de sua elasticidade.
Criador da jogada batizada como “bicicleta”, foi artilheiro da seleção brasileira de 1938, com oito gols marcados (quatro em uma única partida contra a Polônia), quando foi eleito o melhor jogador do mundial. Para muitos, sua destreza com a bola superava a de Pelé, considerado o melhor jogador do mundo por muitos anos. O problema é que no período em que Diamante Negro atuava os jogos não eram televisionados, por isso suas jogadas não foram perpetuadas nem sua habilidade pôde ser comparada.
Para homenageá-lo, em 1940 a Lacta lançou o chocolate de mesmo nome, pagou a ele dois contos de réis e nunca mais tocou no assunto. Desencanado, Leônidas da Silva deixou por isso mesmo. Mais tarde, tornou-se comentarista esportivo e atuou até 1974, quando foi obrigado a se aposentar por causa dos primeiros sintomas do mal de Alzheimer. A doença o foi debilitando aos poucos. Morreu aos 90 anos, em 2004, em uma clínica paulista, esquecido pelos torcedores e ignorado pelos fãs do chocolate da Lacta. Seu apelido, porém, será eterno nesse produto delicioso e bem-sucedido enquanto a empresa durar.
Para perpetuar a história do verdadeiro Diamante Negro, da próxima vez que você comprar esse chocolate, envie um pensamento carinhoso para o Leônidas e compartilhe essa história com seus amigos, principalmente se você for fã de futebol e admirar as jogadas de bicicletas nas partidas em todo o mundo.
(Fotos reproduzidas sem autorização dos sites www.saopaulinosnageral.com/?page_id=7 e www.museudosesportes.com.br/noticia.php?id=25934. Créditos não indicados por não estarem indicados nas publicações.)

